terça-feira, 3 de novembro de 2009

* VISITA *



* VISITA *


Amanhece o tédio infesta o ar;
Pois os primeiros raios de sol;
Arrebentam e afastam a escuridão das belas tumulares.
Dando lugar ao bailado das sombras ensaiadas pela Bórea da manhã;
Os túmulos choram pelo Outono.
***
Começo a ouvir passos;
E eles vêem do céu;
Chegam a ser ensurdecedores;
Deixa-me inquieto;
Ouço até o som das lágrimas à cair sob o túmulo vizinho.
***
Mas, desejo o silêncio;
E esta noite vou ter contigo bela dama;
Pois sempre vens ter comigo bom repouso;
Na minha última e agora eterna morada!

By Liartemis

sábado, 31 de outubro de 2009

* PREDIÇÃO *


* Predição *

Um raio rompe o céu naquela noite, seu som rompe e vai além dos mundos.
Virna acorda assustada, levanta-se e caminha em direção da janela que é aberta por suas mãos trêmulas.
A sensação de medo é muito aparente e ela não consegue esconder. Os trovões soam como tambores e os fechos de raios que rabiscam as nuvens, desenham um olhar que lhe assombra. Dois olhos grandes lhe causam pavor. Como se algo viesse buscá-la e aproxima-se muito rápido.
Virna sente-se agoniada e sai pela porta do quarto se arremessando pela escada em espiral que parecem não ter fim. Sua camisola possui uma calda que se arrasta pelos degraus. Sob o último degrau Virna encontra-se estática.
Os sons dos trovões estão mais próximos e tornam-se ensurdecedores. Ela parte em direção à porta da frente, mas sente que algo em instantes irá abrí-la e em encontro será inevitável. Então elimina esta alternativa. Resolve, enfim sair pela porta dos fundos que dá para um imenso jardim.
O piso daquele casarão é todo quadriculado em preto e branco, onde os quadrados pretos afundaram-se e viraram buracos. Sua imaginação não criaria tais momentos, mas ela arrisca-se ao perigo.
Virna sente medo e acima de tudo pressa. Consegue, enfim, a liberdade.
Corre sem saber para onde ir, mas por trás dela estava a casa e dela conseguia ouvir somente as portas baterem sem parar e repetidas vezes, até as janelas não agüentarem, estilhaçam todos os vidros.
Correndo pelo jardim sente-se aflita e ouve passos quebrando os galhos no caminho atrás dela e com certeza não eram os seus.
Desesperada, seu corpo encontra-se com um espantalho, que fica na plantação de legumes. O grito de pavor vem em sua garganta e rapidamente é sufocada pelas suas mãos. Mas a criatura ainda esta no seu encalço. Virna atravessa um vale que termina à beira de um abismo e lá embaixo somente as ondas se arrebentando nas pedras. Percebe-se em uma situação sem saída.
O vento soprava forte, violento e a criatura se revela de uma sinuosa fumaça negra.

Pablo é seu nome. E veio por um intuito apenas. Reinvidicar sua esposa. Ele apresenta-se muito Cortez e diz:
- Eu sou Pablo e sou um Vampiro.

Virna treme muito, sem ação não tem iniciativa alguma para ao menos apresentar-se.
- Você é muito bela e seu nome é Virna, ou estou enganado?
Como também já foi Úrsula em sua vida passada.

- Não sei do que você esta falando. Meu nome é apenas Virna. Por que me persegue? - Ela interrompe o diálogo.

- Vim ao teu encontro para te desposar. Não te recordas de tua promessa?

- Não fiz promessa para ninguém, muito menos para você! – Alterada ela responde sem compreender.

Ele mergulha em suas lembranças.

- Nós éramos amantes, quando seu nome era Úrsula. Nunca tive coragem de lhe transformar ou apenas saciar minha sede. Amei-te demais, e assim, vivemos e nos completávamos. Até você adoecer, então você me prometeu na hora de sua morte, que em sua próxima vida por direito serias minha novamente.
Você tem a essência de Úrsula. Sabia que você já foi uma poderosa Bruxa?
E vejo que a tradição continua em ti. Com sua morte sofri muito. Seu espírito reencarna em ti pela primeira vez e pra mim não foi difícil encontrá-la, pois o poder e o aroma que seu espírito emana vem com muita facilidade ao meu encontro.

Novamente Virna interrompe:

- Não desejo ser sua esposa. Pois o meu destino me pertence e somente eu o governo.

- Não quero perder você porque dessa vez terei coragem e lhe transformarei, sentarás ao meu lado no trono como uma rainha. O nosso amor se eternizará.

Virna grita:

- Naaaaaaaaaaaão!

Os relâmpagos e trovões cessam e somente o assovio do vento lhe vem aos ouvidos.

Ela completa:

- Será que em minha vida passada eu não lhe prometi algo mais?

Virna aproxima-se do abismo, correndo perigo de cair.

- O que queres dizer? – Ele interroga.

- Talvez uma profecia do tipo, que você deve tentar encontrar a vida certa em que te aceitarei. Como já lha disse anteriormente, sou dona do meu destino e somente eu o governo! – Virna faz a revelação.

- Virna!
Cuidado, venha comigo.
Você esta na beira do abismo não te saída. – Pablo alerta.

- Você só não sabe de uma característica minha e isso Úrsula não lhe disse.

Virna finaliza seu devaneio.

- De que mesmo na beira do abismo...
Eu adoro voar...

Virna atira-se na escuridão do abismo. Ainda com o sorriso no rosto por ter acabado com o sonho de Pablo.

- Naaaaaaaaaaaaaão! – Pablo grita desesperado.

Um raio rompe o céu e seu som vai além dos mundos. Virna acorda em súbito assombro, levanta-se e caminha até a janela.


Por: Liartemis

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

* MELANCHOLÍA: INCERTEZA *



* MELANCHOLÍA: INCERTEZA *

Enquanto a trilha de um labirinto me guia;
Na dor latente não encontro esperança;
Pergunto-te:Tu cuidarás de minha criança?

Se palavras te faltam à mente;
E desejos transbordam ao coração;
Pergunto-te: Tu segurarás minha mão?

Enquanto a febre me consome;
Consome mais à ti por esperar;
Pergunto-te: Em meu leito à cabeceira Tu sentarás?

Quando a semente da morte enraizar;
Dos meus olhos o brilhoela roubar;
Pergunto-te: Tu por uma última imagem,me eternizarás?

Me vendo declinar;
Num desfecho final;
Pergunto-te: Tu me sepultarás?

E na lousa fria;
Que pesa agora sob meu corpo sem vida,que os vermes se encarregará;
Pergunto-te: Tu, um epitáfio farás?

E agora na loucura;
De na ânsia do desejo por um último beijo;
Pergunto-te: Tu sofrerás?

-Inspirado em "RIMAS" de Gustavo Adolfo Bécquer-( Ultra-romântico espanhol-1836 à 1871).


por: Liartemis/2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Oraculo de Ártemis





Oráculo de Ártemis

"Sou quem sou
E sei quem sou
Posso cuidar de mim mesma
Em qualquer circunstância
E posso deixar os outros cuidarem de mim
Posso escolher
Não existe autoridade
Mais elevada que a minha
Meu poder de discernimento é finamente aguçado
Tenho autonomia
Estou livre da influência
Da opinião dos outros
Sou capaz de separar
O que precisa de separação
Assim uma decisão lúcida
Pode ser alcançada
Penso por mim mesma
Ajusto a mira
E aponto o arco
Minhas setas sempre atingem o alvo"

Fonte: Livro Oráculo da Deusa - Editora Pensamento

Significado do Oráculo:



Ártemis atirou sua flecha de individualidade na sua vida para ajudá-la a concentrar-se em si mesma.
Você tem estado demasiadamente a serviço dos outros sem certificar-se de que conseguiu o que necessita para si mesma?
Há muito não tem um tempo ou um espaço ao seu?
Os limites da sua individualidade parecem difusos e indistintos?
Você sente que não tem direito a uma personalidade própria, mas deve sempre pensar nos outros, colocando as necessidades deles em primeiro lugar, até não saber mais quem é nem o que quer?
Agora está na hora de ser você mesma.
Está na hora de prestar atenção às vozes sussurantes das suas próprias necessidades. Está na hora de resgatar a si mesma, e celebrar e fortalecer a pessoa que você é.
Ártemis diz que a integridade é alimentada quando você honra, respeita e dedica tempo a si mesma. Ela também pergunta como você esperar atingir quaisquer alvos se não tem um eu a partir do qual atirar?

Fonte: Oráculo da Deusa - Editora Pensamento

Mais sobre a Deusa Ártemis

Ártemis é uma das divindades femininas mais antigas. Em honra desta Deusa antiga os caçadores espetavam a pele das suas presas em estacas ou árvores, desde o Paleolítico. Ártemis era originalmente uma Deusa que alimentava e guiava todos os animais selvagens, a Potnia Theron. Ela era a Grande Senhora da Floresta, aspecto ainda muito presente na Ártemis de Éfeso. Ela era representada com colares que fazem lembrar mamas e, não raras vezes, alada e rodeada de animais selvagens.
Tal como a natureza de que cuida, a Deusa é intocável, selvagem e virgem. Mas esta não é uma virgindade frígida ou distante, é algo bem próximo e tentador, como a própria Natureza e as Ninfas de que é Deusa, conforme atestam muitos mitos de mortais e até Deuses que se apaixonaram pelo seu séquito ou pela própria Deusa e acabaram quase sempre mal. A imagem da Epopéia que, no entanto, é mais representada nas artes e nos chegou até hoje em maior evidência: a jovem, gêmea de Apolo, que dança, brinca, caça e ri com as ninfas, correndo pelos bosques, encantando mortais, quase sempre com um veado ou uma corça.
Ela torna-se protetora das jovens, principalmente daquelas que se vão casar, presidindo aos grupos de dança de "nymphoi", as noivas. A Deusa virgem é ainda a senhora do nascimento, já não só a Deusa da proliferação animal, que cuida das crias, mas também a protetora das crianças que mata as mulheres durante o parto ou o facilita, conforme a sua vontade.
O mito conta que ela ajudou a sua mãe enquanto ela teve o doloroso parto de Apolo, tornando-se então Deusa do nascimento, para ajudar as mulheres no mesmo sofrimento, nem que fosse acabando com a sua vida, ao mesmo tempo que declarou que permaneceria virgem para nunca sofrer as mesmas dores.
Ártemis também é uma Deusa guerreira, a Deusa que vigia os limites, impondo que não se ultrapassem, ao mesmo tempo que é padroeira da liberdade. Ao longo do tempo, Ártemis começa a tornar-se uma Deusa da noite, empunhando archotes e ficando identificada com as Deusas Lunares (Selene, Hécate e Bendis).
Assim, ela torna-se Deusa da noite que nos guia na escuridão e se torna uma Deusa da luz e da magia, embora esta última faceta nunca tenha sido assumida.
Ártemis é hoje sobretudo a Deusa da Natureza, da ecologia, dos animais selvagens e das florestas, para além de ser a deusa da liberdade e também da purificação. Está muito associada ao feminismo, embora na antiguidade fosse sobretudo Deméter a Deusa das mulheres. Continua, é claro, a ser a Deusa do nascimento e a protetora das jovens, noção hoje estendida para a protetora guerreira das mulheres.

Como estimular o arquétipo de Ártemis em sua vida:


Amar o ambiente e protegê-lo, limpar um bosque ou fazer de um jardim um local acolhedor para a vida selvagem, passear pelos parques, doar dinheiro a causas ambientais, auxiliar gestantes, proteger as crianças e defender os seus direitos, defender os direitos das mulheres, conectar-se aos ciclos lunares.
Seus símbolos são: lua, arco e flechas, máscaras de Górgonas, chifres de cabra.
Seus animais são principalmente o veado, a corça, a rena, a cabra, ursos, todos as fêmeas e animais selvagens.
Suas principais oferendas são: vestidos, pérolas, cristais, olíbano, jasmim, aloé, água, música, dança, sacrifícios pessoais, plantas, jardins e coisas oferecidas pela natureza.


" A Deusa em mim saúda a Deusa em Você"

Espiral Musical